Supervisão clínica em psiquiatria.
Grupo fechado de discussão de casos clínicos — semanal, online, com vez garantida toda semana. Este é o livreto da turma fundadora.
Turma fundadora · 4 vagas
Grupo fechado de discussão de casos clínicos — semanal, online, com vez garantida toda semana. Este é o livreto da turma fundadora.
Turma fundadora · 4 vagas
A residência termina e, com ela, termina a última vez em que alguém olhou junto contigo para o teu paciente. O consultório que se monta a seguir é, quase sempre, um exercício de silêncio: decisões tomadas sozinho, dúvidas que não cabem no intervalo entre um paciente e outro, condutas que se repetem sem que ninguém as conteste, dificuldades que se acumulam.
A perplexidade clínica não diminui com o tempo — apenas se acumula em silêncio. Casos que não fecham, medicações que não respondem como o algoritmo prometia, a pergunta que volta semana após semana sem interlocutor. Este livreto descreve um lugar para essas perguntas.
O consultório produz perguntas todos os dias. Este é o espaço onde elas são pensadas.
Na psicologia e nas psicoterapias, a supervisão é cultura estabelecida — não um luxo, mas parte da formação continuada, exigida por associações e abordagens. Quem pratica EMDR conhece a figura do consultant; quem vem da tradição analítica conhece o supervisor e o grupo Balint. A legitimidade ali nunca veio do Estado: veio do desenho.
A psiquiatria médica, curiosamente, parou na residência. Depois dela, a supervisão formal simplesmente deixa de existir. Não há, no Brasil, um dispositivo instituído de supervisão clínica para o psiquiatra já formado — e o que deveria ser o início da maturidade clínica vira o fim do acompanhamento. E, para muitos, uma estagnação nas condutas que afeta a prática profissional.
Este grupo ocupa exatamente esse vácuo: importa para a psiquiatria um modelo que as disciplinas vizinhas cultivam há décadas.
A legitimidade vem do desenho — contrato claro, formato definido, e a transmissão entre pares a partir de um supervisor experiente.
Um grupo fechado de quatro médicos que se reúne toda semana para discutir casos em profundidade, com tempo, método e retorno individual garantido, sob o olhar atento do supervisor — o que a formação psiquiátrica raramente oferece depois da residência (e muitas vezes oferece de forma apressada e imprecisa durante).
Não é curso gravado, não é mentoria de carreira, não é grupo de WhatsApp ou fórum com pílulas de conteúdo. É o modelo que a psicologia cultiva há décadas e que a psiquiatria brasileira ainda não institucionalizou. É profundidade e melhoria continuada a partir do que mais importa: a prática, o paciente.
São 12 horas mensais de supervisão — para ajudar quem acumula perplexidade clínica mais rápido do que consegue digerir sozinho.
Um grupo pequeno o bastante para que cada caso tenha vez, e recorrente o bastante para que o raciocínio de cada participante seja acompanhado ao longo do tempo — não em encontros avulsos, mas num arco.
E não só o caso clínico: a supervisão também olha para o consultório — captação de pacientes, organização da prática, o que vale e o que não vale a pena, contratos, limites a impor e a proteção da sua própria saúde mental no exercício da psiquiatria.
≈ 12h mensais de supervisão
Aula, discussão de artigo ou tema emergente dos próprios casos do grupo. O formato alterna deliberadamente — aula inédita numa semana, leitura crítica de um paper noutra, um tema que a clínica de todos puxou para a mesa. O que fizer mais sentido para cada um, e você não precisa preparar nada: o supervisor apresenta e conduz.
A gravação deste bloco fica disponível aos participantes.
Trinta minutos garantidos para cada participante, toda semana. Pode ser um caso em profundidade, pode ser o pingue-pongue das dúvidas que a semana acumulou — uma receita difícil, um dilema ético, uma urgência que não saiu da cabeça, uma dúvida sobre o próprio consultório.
A vez é sua; o uso é seu. As discussões de caso nunca são gravadas.
Entre os encontros, forneço material de apoio para os casos em discussão — leituras, referências e roteiros que aprofundam o que a semana trouxe.
Há uma tentação de otimizar a supervisão até descaracterizá-la: ampliar o grupo, rodar os casos, espaçar os encontros. Cada uma dessas economias parece racional e mata o que importa. Supervisão em que a sua vez chega a cada três semanas não é supervisão — é palestra com plateia rotativa. É bom para o supervisor maximizar o lucro, não para você otimizar sua prática.
Por isso o desenho é deliberadamente generoso: grupo fixo com máximo de quatro pessoas, encontro semanal, com trinta minutos garantidos para cada um, toda semana. A vez não é disputada; é sua por direito.
E por isso o bloco de casos nunca é gravado. A hipótese arriscada, a dúvida que expõe, a conduta que se reconsidera em voz alta — isso só acontece quando ninguém está performando para uma câmera.
Discussão de caso não é busca de respostas — é treino de formulação. A pergunta que orienta o grupo não é “qual a conduta?”, mas “como você está entendendo esse paciente?”. Formular bem é o que a residência raramente ensina e o que a prática isolada raramente corrige.
O modelo tem linhagem. É o grupo Balint, que há quase um século usa o pequeno grupo para pensar a relação médico-paciente. É a consultoria do EMDR, em que casos rodam entre pares sob a condução de alguém mais experiente.
É assim, historicamente, que escolas clínicas se formaram: por supervisão, não por atendimento. Influência, em psiquiatria e psicoterapia, sempre se transmitiu de pessoa para pessoa.
Conduzir um grupo desses é, no fundo, formar linhagem. Meu método é uma psiquiatria personalizada, moderna, humanizada e profunda — que olha para além dos sintomas, integrando a linha do tempo que forma não só o presente, mas a gênese do caso.
Para quem não é
Quem busca certificação, título ou RQE — o grupo não confere nenhum. É para crescimento pessoal e profissional, não para engordar currículo esteticamente.
“Você pode entender que a ansiedade é injustificada e ainda assim senti-la. Entender e sentir são processos diferentes” — e a supervisão trabalha os dois.
PSIQUIATRA · CRM 38575-RS · RQE 33943
Doutor pela UFRGS, com pós-doutorado pela McMaster University (Canadá) e publicações em psiquiatria preditiva e aprendizado de máquina. Atualmente se dedica à carreira clínica e à construção de ferramentas e dispositivos que melhorem a prática psiquiátrica e a qualidade de vida de profissionais e pacientes. Terapeuta EMDR e Brainspotting — abordagens cérebro-corpo para reprocessamento de trauma. Foco em psiquiatria humanizada e personalizada.
A supervisão privada entre médicos formados não é um instituto regulamentado — mas o formato é expressamente previsto. A Resolução CFM nº 2.336/2023 autoriza organizar e anunciar grupos de trabalho para discussão de casos clínicos com acesso restrito a médicos.
A Lei do Ato Médico reforça o terreno: o ensino de disciplinas médicas e a supervisão vinculada a atividades privativas são competências do médico. Não se trata de um vácuo a contornar, mas de um dispositivo educacional com fundamento normativo claro.
Quando o caso pede a conduta sobre um paciente identificado, o participante pode elevá-lo a interconsulta — caso a caso, com o consentimento do paciente. Não é um dispositivo que mora fora do grupo: é uma porta que cada um abre quando vale a pena, com registro próprio.
No modo educacional anônimo, o supervisor não assume responsabilidade solidária: cada participante permanece integralmente responsável pelas decisões relativas aos seus pacientes. Nos casos elevados a interconsulta identificada, com consentimento, a responsabilidade pelas orientações passa a ser compartilhada e registrada em prontuário.
O grupo afia o raciocínio; a conduta segue sendo de quem assina o prontuário — e, nos casos elevados a interconsulta, é pensada em conjunto, com a responsabilidade dividida.
Em quase toda tradição de cuidado da mente, o acompanhamento não termina na formação — ele é, por desenho, para a vida toda. O analista que supervisiona há trinta anos, o psicoterapeuta que leva seus casos ao grupo, o cirurgião que discute a indicação difícil: nenhum entende isso como sinal de despreparo. Entende como a forma madura de exercer.
A psiquiatria clínica foi a exceção que naturalizou o contrário — o médico que, depois de formado, decide sozinho e não presta mais contas a ninguém. O problema não é o que ele não sabe; é que a confiança que nunca se revisa endurece em rotina, e a rotina, em ponto cego.
Colaborar não é admitir falha. É retomar o modo como a clínica sempre amadureceu: pensando acompanhado, sob o olhar de quem já percorreu o caminho e ao lado de quem o percorre agora.
Ética e confidencialidade
Acesso restrito a médicos inscritos no CRM e termo de confidencialidade assinado por todos, nos termos do art. 9º, XIII, da Resolução CFM nº 2.336/2023.
Valor fundador
R$ 1.250/mês
Travado por no mínimo dois anos, enquanto você permanecer no grupo. Mensal e contínuo.
O preço por categoria é a modalidade que a cultura médica já aceita — congresso funciona assim. O residente paga o valor da turma fundadora; ao concluir a residência, passa ao valor de médico vigente para a sua turma após o período inicial de seis meses, permitindo a estabilização financeira que comporte o aumento do custo.
Pagamento mensal via Pix ou cartão (com acréscimo de 10% ao valor). Contrato e termo de confidencialidade assinados na inscrição.
20 minutos, sem custo, para alinhamento de expectativas.
Com verificação da inscrição no CRM.
Contrato e termo de confidencialidade assinados.
Primeira reunião com a turma fundadora.
4 vagas nesta turma — dia, horário e início a combinar com a turma.
Não. Os 30 minutos são seus para o que a semana clínica pedir: um caso em profundidade, três dúvidas pontuais, uma receita difícil, um dilema ético, questões sobre como planejar seu consultório.
A vaga no grupo fixo é sua e a gravação da aula fica disponível, mas o bloco de casos não tem reposição — o formato vivo é o produto.
Sim, como atividade educacional complementar, custeada por você e sem vínculo com o programa. Não substitui nem interfere na preceptoria da residência.
Posso emitir declaração de participação com carga horária, mas ela não confere título, especialidade ou RQE, nem serve como qualificação em publicidade médica.
Apenas o bloco expositivo, disponibilizado aos participantes. As discussões de caso nunca são gravadas — nem por mim, nem por vocês.
Sim, caso a caso. O padrão do grupo é a discussão anônima; mas, quando o caso pede, você pode elevá-lo a interconsulta identificada, com o consentimento por escrito do paciente. Nesses casos a discussão é nominal, registrada em prontuário, e a responsabilidade pelas orientações é compartilhada.
Conversa prévia de 20 minutos, sem custo.
Atividade educacional. Não confere título, especialidade ou RQE.